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Inocência Russa

Certamente que já ouviram falar do caso Alexandra, A menina Russa.
Então a mãe biológica dela veio dizer que afinal o que os pais afectivos queriam era vende-la para retirar órgãos ou mandá-la para uma casa de prostituição? Sim, totalmente lógico. Ela bate na menina, mas os pais adoptivos é que lhe querem fazer mal.
Acho que devemos todos concordar com o Sr. Juíz, ele é que (se calhar) tem o canudo, então ele é que manda! Obviamente que se me derem a escolher entre entregar uma criança à mãe biológica, que nunca cuidou dela e que até lhe bate, ou entregá-la aos pais afectivos que lhe deram todo o carinho, amor e educação que uma criança precisa, eu escolho entregá-la à mãe biológica.
Será justo enviar uma criana, repito, UMA CRIANÇA, para um país totalmente diferente do nosso, sem que aprenda a sua língua e costumes?
Perguntas que ficam sem respostas, quando até o próprio Juíz que julgou o caso admite que talvez a sua decisão não tenha a sido a mais correcta.
Bem, talvez o melhor seja pesar tudo na mesma balança. Então temos uma criança mal tratada, com um peso muito baixo para a sua idade, e uma mãe alcoolica. Até aqui tudo muito bem, a justiça retirou Alexandra à mãe biológica para a entregar a uma família de acolhimento. Mas atenção, de acolhimento e não de adopção, ou seja, essa família apenas acolhia a criança por um determinado tempo.
Quando esse período acabou, era hora de julgar novamente este caso, então o Sr. Juíz decide que a menina deve ir para a Rússia, para junto da mãe biológica. Isto porque os Nossos Juízes se limitam a seguir a lei à letra e não caso a caso, e como não havia nenhuma lei que lhe fosse "útil", ele decide assim. Não sei o que vai na consciência daquele homem, mas o que é certo é que ele já veio dizer que talvez a sua decisão não tenha sido a mais indicada.
O que é certo, é que a criança, neste momento, vive numa casa com condições um pouco precárias, e tem uma mãe que continua alcoolica. Perante isto, até o Estado Russo admite que a mãe não tem condições para tratar da menina.
Agora digam-me o que é que vai ser desta criança, com uma mãe alcoolica, e com um pai ausente.

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